Muito antes dos europeus saberem da existência do continente americano, três grandes civilizações, as chamadas pré-colombianas, já o dominavam. Na parte supe
rior da América, onde hoje conhecemos como a porção central, localizavam-se os grandes impérios dos Maias e dos Astecas. Ao sul do continente, na área que corresponde atualmente ao Peru, os Incas fincaram suas raízes e lá construíram seu grande império.
Deixando um vasto legado que nos atinge até hoje, seja no vestuário ou na alimentação, não apenas os Incas, mas todas as civilizações pré-colombianas foram arrasadas com a chegada dos europeus – um choque de cultura, classificado por alguns, mas que, na verdade, foi um grande genocídio. Diante do poder da pólvora, das doenças européias e do inédito contato com o homem branco, essas civilizações foram pouco a pouco sucumbindo, até a sua completa destruição. Porém, os seus vestígios permaneceram e, não há muito tempo atrás, a maior riqueza da cultura Inca foi descoberta: Machu Pichu.
Tomando o rumo de Machu Pichu
Foi apenas em 1911 que a herança mais preciosa dos Incas foi descoberta. Cravada na região andina central do Peru, a cidadela guarda muitos segredos e lendas, como a que seu próprio descobridor, o explorador e político estadunidense Hiram Bingham, teria roubado alguns tesouros de Machu Pichu e vendido aos Estados Unidos. Por motivos assim, a cidade perdida dos Incas é roteiro certo de turistas do mundo inteiro e certeza de uma excelente opção de viagem.
Ao procurar as rotas para chegar à esse destino, torna-se claro a razão dela ter sido descoberta há não muito tempo atrás. Mas mesmo depois de quase cem anos, não é nada fácil chegar à Cusco, capital do império Inca. Nem mesmo para os mais otimistas dos mochileiros. Caminho preferido pela maioria dos viajantes, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, faz divisa com a Bolívia e é o ponto inicial da viagem. Mas para chegar até lá, há duas opções: pode-se ir de ônibus, direto para Corumbá, ou tomar um vôo para Campo Grande e, de lá, um ônibus ou outro vôo para a cidade fronteiriça.
Chegando à fronteira, você terá de tomar um ônibus para Puerto Suarez, na Bolívia; mas pela proximidade das duas cidades, também há quem prefira atravessar a fronteira andando. Acostume-se aos ônibus, pois virão muitos pelo caminho – e todos em condições não muito boas.
Infame pelo seu nome mais comum, ele nos leva até Santa Cruz de
Santa Cruz é uma bela cidade, mas apenas conhecida pela maioria dos brasileiros pelas visitas que a nossa seleção ou outros times de futebol lá fazem. Vale a pena um tour
Se você tiver tempo, pare na cidade e conheça os pontos turísticos de lá. Lembre-se que a cultura boliviana é riquíssima, e cada segundo em seu território é valioso. Vale conhecer o templo de Cochabamba e dar uma volta no teleférico da montanhosa cidade. Mas, se o tempo lhe falta, nosso próximo destino é, de imediato, a capital do país,
Em uma viag
em bem mais curta, em torno de cinco horas, o ônibus nos levará a uma cidade bem interessante. Copacabana é uma das várias cidades localizadas nas margens do belo Lago Titicaca. Ele tem cerca de 8300 km² e está situado a
Enfim, Cusco é o nosso próximo destino, e não está muito longe. Uma viagem de ônibus nos levará, em quatro horas, de Puno à capital do império Inca. Mas lembre-se, não iremos direto para Machu Pichu; Cusco é apenas uma parada, uma cidade-base. Chegando lá, procure descansar, pois tivemos cerca de 50 horas de estrada. É a cidade em que devemos passar um dia ou mais, se necessário, pois o caminho para a cidadela das ruínas Inca será ainda muito difícil.
Uma das maneiras para chegar à Machu Pichu é fazendo a trila inca. É um caminho considerado intacto, feito até hoje da mesma maneira que era feito pelos incas, e leva, geralmente, quatro dias. Portanto, é preciso ter mais do que um simples “fôlego” a mais. Assim como a estadia em albergues – hostels – ou hotéis, é necessário garantir a sua vaga na trilha inca com antecedência, pois a procura é muito grande. Para isso, contratar uma agência é essencial, e isso pode ser feito no site http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0/index.phpusco.gob.pe/2.0/index.php . Lá, além das agências, você pode visualizar os meses e os dias disponíveis para a trilha.
Ao chegar à cidadela, ao final da trilha, é impossível não se maravilhar com as ruínas incas. Todos os sacrifícios feitos pelo caminho são recompensados com a bela paisagem andina e as histórias guardadas
Para saber mais:
Comunidade de Machu Pichu no Orkut – dicas práticas sobre a trilha: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=70699&tid=2503681029061523845&na=1&nst=1
Guia do Turista Brasileiro – Machu Pichu: http://www.manualdoturista.com.br/detalhes7.ASP?pesquisa=1135
Instituto Nacional de Cultura Cusco: http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0/index.php
Mochileiros – fórum de viajentes de vários locais: http://www.mochileiros.com/











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