Uma bebida que pode sair mais cara
Lei está entre as mais rígidas do mundo, mas diminuiu o número de mortos em acidentes
Lei está entre as mais rígidas do mundo, mas diminuiu o número de mortos em acidentes
Por Rafael Albuquerque
Um copo de chope. Essa é a medida suficiente para contaminar cada litro de nosso sangue com dois decigramas de álcool, o máximo permitido pela lei homônima estadunidense dos anos 20 e que vigora em território nacional desde junho de 2008, a Lei Seca.
Considerada uma das mais rígidas do mundo, acarreta ao motorista flagrado, além da perda do direito de dirigir e apreensão do veículo, uma multa no valor de R$ 955,00. Se forem constatados mais de seis decigramas por litro de sangue, a punição é ainda mais severa: o infrator pode ser penalizado com prisão, variando entre seis meses e trê
s anos.E o público que mais sentiu os efeitos da lei foi, sem dúvida, o mais jovem. Acostumados a freqüentar bares e festas noturnas onde o consumo de bebida alcoólica é desenfreado, se tornaram presa fácil das blitzes policiais, sempre portando bafômetros impiedosos.
Porém, um estudo realizado recentemente pela Universidade Estadual de Pernambuco com alunos do ensino superior revela que a maioria dos jovens são a favor da lei e já estão adequados às novas medidas. Hoje eles bebem menos, praticam mais esportes e freqüentam mais atividades culturais.
Apesar da severidade da lei, os resultados apresentados logo no início da operação “transcenderam e muito” as expectativas do governo, como disse José Gomes Temporão, ministro da Saúde. Houve uma queda significativa nas mortes por acidente de trânsito nos primeiros meses, e muitos creditam isso ao aumento da fiscalização nas cidades, especialmente nas capitais.











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