Desde
1987, 17 de outubro é o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, quando
pessoas no mundo inteiro se reuniram para comemorar a assinatura da
Declaração Internacional dos Direitos Humanos e para afirmar que a pobreza
extrema é uma das violações desses direitos. Nelson Mandela, ex-líder rebelde e
ex-presidente da África do Sul, disse que a pobreza, "assim como a
escravidão e o apartheid, não é algo natural. Ela é gerada pelo ser humano e
pode ser vencida e erradicada pelas ações dos seres humanos".
Também
chamado de o Dia da Faixa Branca, já contou com aproximadamente 23,5 milhões
de pessoas em 87 países. Com o lema “Levanta-te contra a Pobreza”, entrou para
o Guiness como maior manifestação coordenada já registrada.
A
história possui marcas de miséria, violência e sofrimento de milhões de
pessoas. Solucionar este problema nunca saiu de pauta e sempre foi discutido,
porém envolve tantos interesses, paradigmas e dilemas que indeterminam o fim
das condições de sobrevivência precárias.
Existem
muitos estudos que provam que a partir no século XVI com a dissolução do
mundo feudal e o surgimento do capitalismo, a expulsão dos camponeses das
terras que lhes forneciam meios para subsistência, determinaram uma maior
evidência da desigualdade social.
Hoje, o
maior desafio existente é conciliar o sistema econômico e a justiça social.
A
pobreza se deve as condições desumanas de sobrevivência como a fome, doenças e
baixa expectativa de vida, carência de água potável e de saneamento, falta de
oportunidades de emprego, ou seja, carência de bens e serviços essenciais à
vida. A União Européia considera “pobreza”, uma diferença de 60% da média de
rendimento da sociedade.
Outros fatores que contribuem são a
instabilidade política e violência. Falta de informação também enfatiza a heterogeneidade
das classes sociais. Existem programas que levam a cultura nas periferias, mas
como podemos dar valor à cultura se não damos valor à vida? Pessoas morrem de fome todos os dias.O pior é a pobreza das pessoas que não são economicamente desprivilegiadas. A realidade é uma conseqüência de nossas próprias escolhas e desejos, mas não do sistema capitalista e sim do estilo de vida individualista que adoramos ter.
Um dia por ano. De 365 dias por ano, dez vezes por década, existe um dia destinado a erradicação da pobreza.
É o dia não da erradicação da pobreza, mas o Dia Mundial da Hipocrisia, pois nos outros, a miséria continua sendo apenas um cenário, um mundo paralelo que assistimos na TV, exclamamos apenas um "que horror", que não nos atinge no dia a dia. Ficamos com pena, queremos mudar achamos um absurdo, sempre os mesmo discursos e sentimentos. Chegam de falsas ideologias, falsas atitudes. O que temos que realmente fazer para mudar esta situação e não ser um sofista?
Boicotar o trabalho escravo na China e por sua vez todos aqueles seus acessórios falsificados da Chanel?
Não explorar nossos funcionários?
Construir habitações econômicas e fazer regeneração urbana, que implica em aumento de empregos e melhora da infra-estrutura e economia do país?
Permitir acesso a educação e cuidados de saúde gratuitos e de boa qualidade a todos?
Encorajar a participação política e a colaboração comunitária?
Temos que boicotar nosso egoísmo, nosso ceticismo, nossa passividade perante a realidade. Somos plenamente capazes de transformar, de construir um mundo melhor. Mas queremos status: ser melhores do que o outro, ter um carro mais moderno, uma casa mais confortável, vestir Dior. E isso não é culpa do capitalismo. Culpamos o sistema, mas somos nós que o desenvolvemos e que o alimentamos. Um sistema que se encaixa perfeitamente em nossos desejos e ambições. Não foi o capitalismo que determinou nossa cultura e que pariu verdadeiros anomalias ambulantes e humanóides. Nós que escolhemos a direção errada. Quando vamos nos conscientizar que podemos nos tornar a geração que irá corrigir estes danos? No próximo século? Não pense que podia ter sido diferente, faça diferente.












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